quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Parecia me encontrar dentro de uma panela de pressão.
A válvula, por descuido meu, estava quebrada.
E a panela explodiu.

[...]

Uma mistura de sentimentos. Aquele desejo incontrolável de sublimar contrastava com a ânsia pelas lamentações.
Lamentações que não eram poucas.

Aquele aglomerado de células cardíacas cancerígenas encontrava-se ali, ao meu lado.

Mal podia me mexer.

Aquele sorriso amarelo e falso parecia me mastigar.

E os olhos...
não havia transparência naqueles olhos.
Via apenas uma escuridão, a maldade.



Se meu sangue tivesse consciência dos fatos, certamente apelaria para a coagulação.

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