A imaginação certas vezes queria que não existisse.
Tenho medo. Muito medo.
Imaginação voe, voe para longe de mim. Deixe-me!
Aliás, não me deixe por completo. Quero apenas que me livre dos maus pensamentos, das aflições e das dúvidas.
Sim, fique comigo, mas seja carinhosa, amável e companheira. Por favor, imaginação.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Ouçam os gritos, ouçam, por favor, ouçam!
Como entender a fome, sem nunca tê-la enfrentado? Como entender a guerra, se nunca efetivamente participamos de uma? Como entender o sofrimento de uma criança soropositiva, de uma mãe com seios sem leite para a sua cria, de um bebê que chora sem lágrimas de fome, de sede, de dor? Como compreender as guerrilhas tribais, se somos praticamente um povo homogêneo?
Não existe uma África, existem várias áfricas. Não é um continente, são pessoas, são vidas, são seres humanos. As áfricas gritam já sem voz. Roucas pelo colonialismo e pelo Tratado de Berlim.
Ouçam os gritos, ouçam, por favor, ouçam!
Não existe uma África, existem várias áfricas. Não é um continente, são pessoas, são vidas, são seres humanos. As áfricas gritam já sem voz. Roucas pelo colonialismo e pelo Tratado de Berlim.
Ouçam os gritos, ouçam, por favor, ouçam!
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